quarta-feira, 20 de maio de 2009

Lisbon Revisited

Bom, eu sei que prometia voltar a postar como antigamente, mas um desânimo sem igual e uma imensa vontade de mandar tudo e todos ao inferno me fizeram postar aqui uma poesia que li esses dias e que traduz perfeitamente o que estou pensando nesse momento.
Se gostarem comentem, se não ignorem ;~

Lisbon Revisited

Álvaro de Campos

NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

Pronto, a poesia está aí, em tempo, estou vendendo algumas emoções, tratar por comentário, qualquer oferta vale.
PS: Não tem música do dia hoje, não acho que alguém escute o que posto aqui mesmo. ;~
PS²: Uma frase pra fechar o post: "Por esperança eu daria tudo que sou."

quinta-feira, 7 de maio de 2009

We the people fight for our existence, We don't claim to be perfect but we're free

Ok, este post já estava na cabeça há muito tempo, e agora eu resolvi escrevê-lo, vou usar alguns termos pseudo-psicológicos e bobagens politicamente corretas do século 21 mas isso não quer dizer que eu concorde certo?

O post vai falar sobre arrependimento.
Na boa, acho arrependimento uma grande bobagem(não confundam com aprender com os erros ou reconhecê-los), com óbvias exceções -que aliás, são a confirmação da regra- arrepender-se é um ato de auto-negação.
Vou explicar: fala-se muito sobre amor-próprio, ser feliz com quem você é, estar confortável com você mesmo, e blablabla. Toda essa bobagem de auto-ajuda, pra conformar a pessoa se ela for uma merda e exaltar a pessoa se ela for boa. Mas uma coisa que eu acho engraçado, é que nunca vi ninguém falar nada de arrependimento.

Vamos colocar as coisas assim: Você ama quem você é? Esta confortável consigo mesmo? Feliz em ser você? Bom, se sua resposta for não, feche o blog e vá se arrepender à vontade meu caro, pois nada do que segue aqui vai servir pra você, e volte quando se amar ok?(e não cometas atos errados por causa do "se amar")

A coisa é simples, se você ama quem você é, você não pode se arrepender. Simplesmente NÃO PODE. Por que se você ama a si mesmo, então você ama cada acontecimento da sua vida. Cada um, mesmo os ruins, mesmo os péssimos. Afinal, cada um deles contribuiu pra tornar você quem você é, cada um, mesmo seus erros, mesmo quando você magoou alguém, mesmo a maior merda que você poderia ter feito; tudo isso, absolutamente TUDO isso, tornou você quem você é hoje, então se você se arrepende, se você se recrimina por determinado ato, você se recrimina por ser você, você se renega. E se você se renega, você não se ama certo?

A coisa é simples, errar é normal, é corriqueiro, todo mundo erra, e todo mundo vai errar, hoje e sempre, e aqui vai uma novidade para alguns: Você errou, mas o mundo gira do mesmo jeito que ontem, as pessoas acordaram e foram para o serviço do mesmo jeito que antes, pessoas morreram do mesmo jeito que antes. Nada parou porque você cometeu um erro, magoou alguém, fez algo, etc. Errar, magoar, não é o fim de tudo, é uma etapa, uma etapa de um ciclo que não vai parar, e do qual você é apenas uma peça. Se você errou, conserte, se magoou alguém, desculpe-se, mas nunca jamais se arrependa, simplesmente levante-se e continue indo, carregando mais este peso ns costas, tenha coragem de assumir seus erros sem usar a clássica escapatória "se eu pudesse voltar no tempo, não faria isso".

Seja você e você por completo, sem fugir, sem se esconder, assumindo tudo que faz, tomando as consequências por suas ações, sem recuar por covardia ou medo, sem se arrepender.

PS:Esse post ficou mega auto-ajuda, alguém manda pro Paulo Coelho? Eu posso acabar ajudando ele a escrever um livro depois dessa D:
Vídeo do dia: Less Than Jake - Rest of my Life:

Somewhere PS: O que aparece escrito no vídeo é: "O dia em que a criança descobre que todos os adultos são imperfeitos, ela se torna adolescente, no dia em que ela os perdoa, ela se torna um adulto, no dia em que a criança perdoa a si mesma, ela se torna sábia." Alden Nowlan

terça-feira, 5 de maio de 2009

Poetry for ya

Agora uma coisa com a qual eu tenho me sentido muito identificado ultimamente, uma poesia de Álvaro de Campos, sem mais o que dizer, comentem o que acharam.

Tabacaria


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.


Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.


Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.


Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?


Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.


(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)


Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.


(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)


Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente


Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.


Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.


Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,


Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.


Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.


Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.


Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.


(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.


Sem + por hj, divirtam-se com a leitura

HAIL o/

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Post debate 1. Tema: "Pena de Morte"

Bom, hoje é uma segunda-feira chuvosa e chata, e não sei porque tive essa idéia enquanto tentava caçar algo na geladeira para comer.
Depois de comer uma carne suspeita(que resultou em viagens alucinógenas) tive a singela idéia de fazer uma coisa diferente pra variar: Um "Post Debate". Tãdãããã!!! \o/
Tá bom, pra quem não entendeu a idéia, aqui vai o briefing: Eu vou dar um tema, e as pessoas vão comentar sobre suas opiniões à cerca daquele tema nos comentários, como se fosse um debate "à moda orkut". Como sou o mediador, vou assumir uma postura neutra, assim não vou opinar sobre as opiniões dos outros, vamos dar um pouco mais de interação nisso aqui!!
Só faço um pedido, justifiquem suas opiniões sem usar frases feitas como "Deus diz que é errado" ou "segundo a bíblia". Tá, tá, eu já sei a opinião deles, eu quero a sua ok?
Então vamos ser um pouco mais racionais e lógicos, não faz mal a ninguém certo. =)
E por favor não, façam ataques pessoais, isso desvirtua seu argumento e deprecia a discussão. ^^ (Mas a ironia está permitida =DD - até porque, seria irônico eu proibir a ironia ;D).

Sem mais por hoje.
Cheers. o/

Música do Dia: Oasis - The Masterplan

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Californication (não é o do Red Hot)



Bom, post nada a ver com o que eu costumo comentar aqui, mas eu acho que por diversos motivos esse post merecia ser feito, e eu vou explicá-los aos poucos.
Primeiro: Não, este não é o albúm da banda Red Hot Chili Peppers, muito menos a música homônima da mesma banda, este post fala de uma das melhores produções televisivas atualmente, e que por várias razões provavelmente não seja exibida na tv aberta. ;D

A série trata sobre Hank Moody, um escritor que há alguns anos passa por uma crise criativa, depois de um grande sucesso, e que vive uma vida bastante desregrada, à base de bebidas, cigarros, mulheres e desavenças (que vez por outra levam a uma briga). Bastante desbocado, arrogante e irônico, ele é a peça central de um drama que trata da vida dele; depois de ser abandonado pela ex-namorada(com quem tem uma filha), ele recebe o convite de escrever um blog para uma revista, que por acaso pertence ao atual namorado de sua ex. Dedicado a ter de volta sua ex em sua vida (nem tão dedicado assim) ele continua levando sua vida de autodestruição e ironia, embora agora tenha um objetivo. Modelo de ambivalência entre talento e instabilidade, ele não se preocupa com nada a não ser a próxima mulher, a próxima bebida, o próximo trago ou a próxima briga. Adora irritar seu patrão, e seu agente, o humor recheado de drama dá o tempero à série, e as altas doses de sexo e drogas a coroam com platina.
Além de Hank "homem que poderia fazer Dr. House parecer um escoteiro" Moody, o cara mais autodestrutivo, irônico, fdp e cool que existe, outros personagens dão seu toque à série:
Karen van der Beek: Ex-namorada de Hank, apesar de querer esconder, ainda sente algo por ele.
Rebbeca "Becca" Moody: Filha de Hank e Karen, tudo o que quer é ter os pais juntos de novo.
Além deles há: Charlie Hunkle (editor e "amigo wilson" de Hank Moody), Bill Lewis (noivo de Karen).

Vou terminar por aqui, e deixar vocês querendo assistir essa que na minha opinião é uma das melhores séries novas que tem.

Música do dia: Skid Row - 18 and life (de novo, não achei o clipe e peguei essa ao vivo de merda >.<)


PS: Só mais um motivo pra vocês assistirem californication: É estrelada por David Duchovny (Fox Mulder de arquivos X).

Coisas que aprendemos assistindo Californication:

Garotas de 16 anos nem sempre aparentam essa idade;

God Hate Us All é um ótimo título para um livro;

Acordar com uma estranha é melhor do que uma noite sozinho;

Para ser um comedor não é preciso abandonar o cavalheirismo;

Quando você acaba de acordar, o melhor a se fazer é acender um cigarro;

Quando você briga com a patroa, o melhor a se fazer é acender um cigarro;

Quando alguém põe uma arma na sua cabeça e leva o seu carro, o melhor a se fazer é acender um cigarro;

Californication não é para crianças.

Cheers o/

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Well because we're doing fine And we don't need to be told That we're doing fine Cause we won't give you control...

Esse post é em homenagem à volta as aulas, porque uma coisa que me irrita muito que eu vejo na escola já começou, e acho que isso devia acabar, mas como eu não tenho poder pra parar isso, vou só xingar um poukinho...

Vamos começar com a questão básica: Qual a função do professor? Antigamente (antigamente quer dizer, época antrior à minha, então o que estou dizendo aqui baseia-se nas informações do meu pai - que é professor). Antigamente, a fução do professor era transmitir o conhecimento, ou seja, fórmulas, regras de gramática,revolução industrial e etc. De lá pra cá a função do professor aumentou, agora ele deveria ensinar os alunos a serem indivíduos críticos, capazes de melhorar a sociedade em que vivem, "pessoas melhores", vamos chamar assim. Mas porque eles não fazem isso?

Eu estou na escola oito horas por dia, e vejo isso com freqüência, os professores incutem nos alunos os valores deles, sempre que podem, ao invés de deixar o aluno encontrar os próprios valores. Isso não é ensinar a ser crítico, isso é fazer uma leve lavagem cerebral.
O certo seria o professor promover um debate na sala, para que os alunos que defendessem determinado ponto fossem forçados a pensar em argumentos para defender o lado que estão, para forçá-los a pensar se tal lado vale a pena!! Mas ao invés disso o professor prefere discorrer horas sobre os valores dele, que sinceramentem nem são válidos(pelo menos os dos meus professores), isso é uma idiotice, por mais que o professor tenha certeza de que os valores dele estejam corretos, se ele formasse indivíduos críticos, e eles ponderassem os valores, e os do professor estivessem certos, eles acabariam por optar pelos valores do professor certo?? E se os valores do professor estiverem errados, e ele preferir ensinar eles a ensinar os alunos a serem críticos, ao invés de indivíduos críticos capazes de escolher os valores corretos, temos um monte de indivíduos que acreditam nos valores errados do professor, então além dos diversos problemas que esses valores errados podem acarretar, temos um professor que não cumpriu sua função.

Será que é tão difícil assim eles pensarem nisso? Será que não é lógico tudo o que eu falei ali em cima? Será que as pessoas são tão lerdas a ponto de não perceber isso?

Por exemplo: O professor não deveria dizer a seus alunos que a pena de morte é errada, ele devia perguntar oq cada aluno pensa da pena de morte, isso geraria dois lados na sala, os a favor e os contra, e eles debateriam para ver que lado teria a razão (na minha opinião os a favor), e o professor apenas intermediaria, esse tipo de aula além de tudo seria muito mais dinâmica e interessante do que um nanico sem pescoço, que cospe quando fala, tem mau hálito, língua presa e é um imbecil discorrendo sobre os valores idiotas dele por duas horas.

Mas fazer o que né? Acho que até os professores soubessem como formar indivíduos críticos eles devessem se limitar a ensinar matéria, o estrago assim é menor.

Hey, Teachers, live the kids alone!!!! o/

PS:Dou boas vindas a pah, uma amiga e mais recente blogueira, sucesso pah. ^^

Música do dia: Pink Floyd - Another brick in the Wall:

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

I've been caught stealing; once when I was 5... I enjoy stealing. It's just as simple as that....

Let's go o/
Vamos falar de um tema muito importante para todos nós que somos pessoas boazinhas que gostam de ajudar o próximo, fazer o bem, ser legais e tals: A honestidade... (quando eu disse "nós", eu quis dizer "vocês").

Todos nós somos ensinados desde pequenos, que devemos ser honestos, fazer apenas o que é certo, ser sempre pessoas íntegras, etc, etc, etc...
Mas será que esse ensinamento vale mesmo?? Num país em que os "honestos" amargam misérias e vidas sofridas, e os "desonestos" ganham horrores, para fazer recessos e farras parlamentares, e gastar com cartões corporativos, e inventar CPIs para dizer que trabalham(segundo José Simão, CPI quer dizer Coma a Pizza Inteira), querer ensinar a uma criança que ela deve ser honesta só pode ser visto como um exercício de ironia.
E eu usei as aspas, porque na verdade ninguém é honesto, as pessoas só dizem que são, e fazem ser honestas quando isso lhes convém. Um exemplo simples: Você está dirigindo pela rodovia, acima do limite, um carro passa em sentido contrário e dá um sinal dos faróis de que há uma parada policial à frente. O que você faz? Diminui até o limite e passa pela parada como se estivesse tudo bem? Ou você reduz a velocidade e pede para o guarda multá-lo porque você estava acima do limite?
Sendo sincero qualque um responderia que passaria por lá como se estivesse tudo bem. Não satisfeitos? Outro exemplo: Você compra alguma coisa,e o vendedor te dá troco a mais, você devolveria ou iria embora sem falar nada? E se o troco viesse a menos? Ah, agora estamos chegando a algum lugar não?

Uma resposta sincera a qualquer uma dessas questões seria a comprovação necessária para salientar os meus argumentos iniciais.

A honestidade foi e é muito útil aos desonestos, porque eles que não se limitam por uma ilusão que eles próprios criaram para si mesmos e assim podem fazer as coisas que precisarem para alcançar o que eles desejam, no final das contas, a honestidade praticada hoje é apenas um limitante, não trazendo benefício real algum, apenas o conforto de uma ilusão implantada por nós em nós mesmos.

Eu não me iludo, não alardeio ser honesto, ou bonzinho, ou nenhuma dessas idiotices, como já disse antes, me assumo como ser humano, egoísta, neutro, passivo de atos maus e bons, ganancioso, egoísta e individualista, coisa que se as pessoas fizessem seria melhor.

A honestidade é uma palavra bela, e uma bela idiotice, se nós percebessemos o quanto hipócrita nós somos, quem sabe melhorássemos isso? Na verdade a honestidade não é uma coisa opcional ou facultativa, ela "existe" por pura e mera imposição, subentendida ou explícita, ninguém deixa de roubar algo por que isso é feio e desonesto e os ruins vão para o inferno(pelo menos ninguém normal '-') as pessoas deixam de roubar por que elas sabem que caso roubem e sejam pegas, elas vão sofrer consequências, e essas consequências vão ser pesadas porque a força do estado é superior à delas, o que não impede que certas pessoas roubem.
O que é menos desonesto? Uma mãe que rouba um pão para seus filhos com fome ou um deputado que desvia milhões de alguma obra? E por que há tratamentos diferentes? Porque as forças da pessoa que comete a desonestidade pesa mais ou menos.
Se todos nós tivéssemos a força de um deputado, faríamos o mesmo que ele, não se iludam.

E assim como eu disse da bondade, o mesmo vale para a honestidade, ela é salientada como exemplo por que a maioria das pessoas não o é.

A honestidade é contrária à própria natureza humana, que é egoísta e inescrupulosa, e não tem valor para nós, por mais que digamos e façamos o contrário.

E por último, uma coisa que não tem nada a ver com o assunto aqui tratado mas eu decidi postar: Existe uma exceção nas regras de sujeito e predicado da língua portuguesa: na frase "Deus não existe." Não há sujeito, porque o sujeito "deus" não existe de verdade.(piadinha de ateus, se não gostaram, paciência).

Música do dia: Jane's Addiction - Been Caught Stealing:

(eu não achei o maldito vídeo original, que era uma caricatura bem legal de uma pessoa roubando num supermercado, então tive que por essa porcaria de versão ao vivo ú.u Youtube, I hate you, your son of a fucking bitch o/)

Cheers. o/